O Benfica reagiu de forma dura e pouco habitual ao polémico penálti assinalado a favor do Sporting no encontro frente ao Santa Clara, a contar para a Taça de Portugal. A grande penalidade, marcada já nos instantes finais da partida, levou os responsáveis encarnados a emitirem um comunicado oficial contundente, no qual classificam o episódio como “inqualificável e inaceitável” para a credibilidade do futebol nacional.
A reação do Clube da Luz surgiu pouco tempo depois do apito final e foi divulgada através das redes sociais oficiais, num texto que rapidamente gerou enorme repercussão entre adeptos, comentadores e agentes do futebol português. No centro da polémica está a decisão da equipa de arbitragem de assinalar um penálti após um prolongado período de descontos, lance que permitiu ao Sporting chegar ao segundo golo da partida.
“Doze minutos para encontrarem um penálti”
No comunicado, o Benfica não poupa críticas à arbitragem e ao sistema de vídeoárbitro, apontando diretamente para um padrão de decisões que, segundo o clube, se repetem sempre em benefício do mesmo emblema.
“O que se passou neste jogo da Taça de Portugal nos Açores é inqualificável e inaceitável para a credibilidade do futebol português. Doze minutos para encontrarem um penálti para beneficiar a mesma equipa de sempre, vez após vez.”
A referência aos doze minutos prende-se com o tempo adicional concedido para lá do período regulamentar, durante o qual surgiu o lance decisivo. Para o Benfica, este prolongamento excessivo teve como único objetivo permitir a identificação de uma infração favorável ao Sporting, algo que considera atentatório da verdade desportiva.
Histórico recente alimenta revolta encarnada
O clube da Luz vai mais longe e recorda episódios passados ocorridos no mesmo palco, sublinhando que não se trata de um caso isolado. Segundo o Benfica, o Estádio de São Miguel, nos Açores, tem sido palco de decisões polémicas sempre que o Sporting se encontra em dificuldades.
“No mesmo campo onde o ano passado uma grande penalidade clara e evidente contra o Sporting nem mereceu a atenção do VAR e onde, já esta época, venceu com um canto fantasma.”
Estas palavras reforçam a ideia de um padrão recorrente, algo que o Benfica considera especialmente grave num contexto em que o futebol português tenta recuperar credibilidade interna e externa.
Críticas diretas ao sistema e aos responsáveis
O tom do comunicado sobe ainda mais quando o Benfica aponta responsabilidades diretas a quem tutela o futebol nacional, alertando para as consequências deste tipo de decisões.
“Fenómenos que acontecem sempre que o Sporting não está a ganhar.
É preciso que alguém seja responsável por este descrédito total que está a matar o futebol português.”
Esta passagem revela um profundo descontentamento com a falta de responsabilização dos agentes envolvidos, nomeadamente árbitros, VAR e estruturas dirigentes. O Benfica considera que a repetição destes episódios está a afastar adeptos, investidores e patrocinadores, colocando em causa a integridade das competições.
“Competições decididas antes de começarem”
O comunicado termina com uma crítica mais ampla ao modelo competitivo e ao calendário, defendendo que o esforço exigido aos clubes perde sentido se os resultados forem condicionados por decisões externas.
“Não vale a pena esta densidade no calendário se as competições forem decididas antes de começarem.”
Esta frase final resume o sentimento de revolta do emblema encarnado, que entende que o trabalho realizado dentro das quatro linhas pode ser anulado por erros de arbitragem com impacto direto nos resultados.
Reações dividem o futebol português
Como seria expectável, a posição do Benfica gerou reações fortes e imediatas. Nas redes sociais, milhares de adeptos encarnados manifestaram apoio ao clube, enquanto setores ligados ao Sporting acusaram o rival de tentar condicionar a arbitragem futura.
Especialistas em arbitragem também se dividiram quanto ao lance em causa, com alguns a considerarem a decisão “discutível” e outros a defenderem que o VAR deveria ter sido mais criterioso na análise.
Clima de tensão promete continuar
Este episódio promete marcar os próximos dias do futebol nacional, aumentando ainda mais a tensão entre Benfica, Sporting e os órgãos que tutelam a arbitragem. Numa fase decisiva da temporada, qualquer decisão polémica ganha dimensão acrescida e pode ter impacto direto no desenrolar das competições.
Para já, fica clara a posição do Benfica: tolerância zero para aquilo que considera erros repetidos e prejudiciais à verdade desportiva. Resta saber se o comunicado terá consequências práticas ou se se juntará à longa lista de protestos que, ao longo dos anos, têm marcado o futebol português.






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