O Estádio da Luz voltou a viver um momento de enorme tensão quando, aos 60 minutos, Vangelis Pavlidis colocou a bola no fundo das redes… mas a festa durou apenas segundos. O VAR entrou em ação e o golo acabou anulado, gerando incredulidade nas bancadas e reacendendo o debate em torno das decisões tecnológicas no futebol.
⚽ O lance que mudou o jogo
O avançado grego parecia ter colocado o Benfica na frente do marcador num momento crucial da partida. Após uma jogada confusa dentro da área, Pavlidis conseguiu finalizar com sucesso. A Luz explodiu de alegria… até que o árbitro Bruno Costa recebeu indicação do VAR.
Poucos instantes depois, veio a confirmação: golo anulado por toque na mão.
As repetições televisivas mostraram que, imediatamente antes da finalização, a bola tocou no braço do atacante encarnado. O detalhe foi suficiente para invalidar o lance — mesmo sem qualquer intenção do jogador.
📜 A regra que não deixa margem para dúvidas
A decisão teve por base uma alteração recente introduzida pelo IFAB (International Football Association Board), entidade responsável pelas Leis do Jogo.
A norma é clara e objetiva:
Sempre que a bola toca na mão ou braço de um jogador atacante imediatamente antes de resultar em golo, o lance deve ser anulado — independentemente de o contacto ser intencional ou acidental.
Ou seja, não há interpretação possível. É uma questão factual: houve toque? Se sim, o golo não pode ser validado.
Foi precisamente isso que aconteceu na Luz.
🖥️ Porque é que o árbitro não foi ao monitor?
Muitos adeptos questionaram a ausência de revisão no ecrã lateral. No entanto, neste tipo de situações, a decisão não depende de opinião.
O VAR apenas confirma o facto objetivo — houve contacto ou não. Como não se trata de avaliar intenção, Bruno Costa foi apenas informado via comunicação direta, sem necessidade de rever as imagens no monitor.
A decisão foi rápida. Técnica. Fria. E totalmente enquadrada nas leis atuais.
😤 Mourinho aceita… mas deixa recado
Após o encontro, José Mourinho abordou o lance com serenidade invulgar. O treinador encarnado admitiu que, à luz das regras atuais, a anulação era inevitável.
Contudo, o técnico não deixou passar a oportunidade de apontar incoerência no critério.
Segundo Mourinho, se o VAR foi rigoroso num lance factual, deveria ter tido igual atenção noutros momentos da partida — nomeadamente nas quedas de Rafa Silva e Leandro Barreiro dentro da área adversária, que geraram pedidos de grande penalidade.
A crítica não foi direta à decisão do golo anulado, mas sim àquilo que considera falta de uniformidade na intervenção tecnológica.
🔥 Um lance que incendiou o ambiente
A anulação acabou por ser um ponto de viragem emocional no jogo. A frustração tomou conta das bancadas e o ambiente aqueceu, tanto dentro como fora das quatro linhas.
Nas redes sociais, o debate instalou-se rapidamente. Uns defendem a aplicação correta da lei; outros questionam se a regra não deveria distinguir claramente entre toque acidental e benefício direto intencional.
O que é certo é que o VAR voltou a estar no centro das atenções — e Pavlidis viu um momento decisivo escapar-lhe por centímetros… e por uma regra implacável.
Uma coisa é garantida: na era do VAR, cada detalhe conta. E na Luz, esse detalhe fez toda a diferença.











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