O Benfica tomou uma decisão firme no mercado de transferências e deixou um sinal claro para clubes interessados: Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup não estão à venda, pelo menos para já. Apesar de várias abordagens e propostas concretas recebidas nas últimas semanas, a SAD encarnada optou por travar qualquer cenário de saída dos dois jogadores, considerados peças estratégicas para a segunda metade da temporada.
A posição do clube é inequívoca e está diretamente ligada ao planeamento desportivo definido por José Mourinho, que pretende manter soluções válidas nas alas ofensivas enquanto o mercado não oferece garantias de substituição à altura. Só depois de assegurados reforços para o ataque é que o Benfica admite reavaliar a situação.
Prioridade absoluta: reforçar as alas antes de vender
De acordo com informações recolhidas junto de fontes próximas do processo, o Benfica definiu como prioridade máxima a contratação de, pelo menos, dois extremos ainda nesta janela de transferências. O objetivo passa por aumentar a profundidade do plantel, garantir maior competitividade interna e proteger a equipa de eventuais lesões ou quebras físicas numa fase decisiva da época.
Enquanto esse cenário não estiver assegurado, Prestianni e Schjelderup permanecem nos planos da equipa técnica. A SAD entende que libertar jogadores com estas características sem soluções imediatas seria um risco desportivo elevado, sobretudo num calendário exigente, com compromissos decisivos na Liga Portugal e nas competições internas.
Prestianni continua a ganhar espaço e confiança
No caso de Gianluca Prestianni, o jovem argentino tem vindo a somar minutos e confiança, sendo encarado como um ativo de enorme potencial. Apesar da idade, o jogador já demonstrou capacidade para responder em jogos de maior exigência, algo que não passou despercebido a clubes estrangeiros, sobretudo de ligas emergentes e do futebol sul-americano.
Ainda assim, no Benfica existe a convicção de que Prestianni pode crescer ainda mais com continuidade, treino diário num contexto competitivo e acompanhamento próximo de José Mourinho. A SAD acredita que uma eventual venda só fará sentido quando o jogador estiver mais valorizado desportivamente e financeiramente.
Schjelderup visto como aposta de médio prazo
Já Andreas Schjelderup continua a ser visto internamente como uma aposta sólida de médio prazo. O extremo norueguês tem sido trabalhado com paciência, num processo de adaptação ao futebol português e às exigências táticas da equipa principal.
Apesar de algumas oscilações no rendimento, o Benfica entende que o jogador ainda não mostrou todo o seu potencial e que uma saída precoce poderia representar um erro estratégico. Várias propostas, algumas em regime de empréstimo e outras com opção de compra, foram colocadas em cima da mesa, mas acabaram todas recusadas.
Mourinho quer estabilidade e competitividade interna
José Mourinho tem sido claro internamente: prefere estabilidade no plantel a decisões precipitadas ditadas apenas por oportunidades de mercado. O treinador valoriza a competitividade interna e acredita que tanto Prestianni como Schjelderup podem ser importantes em diferentes momentos da época, seja como titulares ou como opções a sair do banco.
Além disso, o técnico encarnado considera que ambos oferecem características distintas, capazes de desbloquear jogos fechados, algo que poderá ser determinante na luta pelos objetivos da temporada.
Mercado continua ativo, mas com regras claras
Apesar da posição firme, o Benfica não fecha completamente a porta a negócios. A SAD admite que poderá reavaliar propostas caso cheguem reforços de qualidade comprovada para as alas. Até lá, qualquer abordagem será automaticamente recusada, independentemente dos valores envolvidos.
Esta estratégia revela uma mudança de postura relativamente a mercados anteriores, em que o clube optou por vender jovens talentos de forma mais célere. Desta vez, a prioridade passa claramente pelo equilíbrio desportivo, sem comprometer a ambição competitiva.
Mensagem forte para o mercado
Com esta decisão, o Benfica envia uma mensagem clara ao mercado: não vende por vender e só negoceia quando as condições desportivas estiverem salvaguardadas. Prestianni e Schjelderup continuam, assim, protegidos pela estratégia encarnada, num contexto em que o clube pretende atacar a segunda metade da época com todas as armas disponíveis.
Os próximos dias serão decisivos, mas para já, na Luz, a ordem é clara: os dois jovens talentos ficam.






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