Bruma voltou a ser tema de conversa no universo encarnado, desta vez não por um golo ou uma assistência, mas por uma decisão simbólica que não passou despercebida. Às vésperas do jogo frente à Juventus, a contar para a sétima e penúltima jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o extremo explicou publicamente o motivo que o levou a mudar de número, trocando o 27 pelo emblemático número 7.
Uma camisola carregada de história, peso e expectativa, que Bruma admite sempre ter desejado usar. Em declarações antes do encontro europeu, o internacional português fez questão de esclarecer que a alteração não tem qualquer tipo de polémica associada, mas revelou também detalhes importantes sobre o seu estado físico e o processo de recuperação de uma lesão que marcou profundamente o início da época.
“Sempre gostei do número 7”
De forma clara e direta, Bruma explicou que a mudança era algo que já ambicionava desde o início da temporada, mas que só agora foi possível concretizar.
“Sempre gostei do número 7. Infelizmente, não pude ter o número 7 no início da época. Estive lesionado e, agora em janeiro, disseram-me que podia usar esse número. Foi apenas isso. Só tive de trocar, nada demais.”
As palavras do extremo ajudam a dissipar qualquer especulação em torno da decisão. Não houve exigências, conflitos internos ou simbolismo escondido. Foi, acima de tudo, uma oportunidade que surgiu no momento certo, numa fase em que Bruma se sente novamente capaz de dar o seu contributo dentro de campo.
Com esta alteração, o número 27 fica agora disponível para Rafa Silva, numa mudança que também não passou despercebida aos adeptos e que pode indiciar novas dinâmicas dentro do plantel.
Um número com peso e responsabilidade
A camisola 7 é tradicionalmente associada a jogadores de grande impacto ofensivo e personalidade forte. Ao assumir esse número, Bruma sabe que as expectativas aumentam, mas mostrou-se tranquilo e confiante.
Para muitos adeptos, a escolha do número representa também um sinal de confiança do jogador em si próprio, sobretudo depois de um período longo e complicado longe dos relvados.
Lesão grave marcou o início da época
Bruma não escondeu que o início da temporada foi extremamente difícil. O extremo sofreu uma lesão grave, que o afastou durante vários meses da competição e o obrigou a um processo de recuperação exigente, tanto a nível físico como mental.
“Foi uma lesão muito grave, agradeço a todos que me ajudaram a recuperar. Há que continuar a trabalhar, estou muito feliz por regressar e poder ajudar.”
O jogador fez questão de agradecer publicamente a todos os que estiveram envolvidos na sua recuperação, desde a equipa médica aos colegas de balneário, sublinhando que este período reforçou ainda mais a sua vontade de voltar a competir ao mais alto nível.
Confiança total no treinador
Outro ponto relevante das declarações de Bruma prende-se com a relação com o treinador. O extremo deixou claro que sente a confiança da equipa técnica e que está totalmente disponível para ajudar quando for chamado.
“O mister sabe que pode contar comigo.”
Uma frase curta, mas carregada de significado, que demonstra alinhamento total com as opções técnicas e a consciência de que o regresso à competição deve ser feito de forma gradual e responsável.
Azar coletivo no início da temporada
Bruma contextualizou ainda o seu caso dentro de um cenário mais amplo, recordando que não foi o único jogador afetado por problemas físicos no arranque da época.
“Tivemos azar no início da época. Eu estive lesionado e o Lukebakio também se lesionou.”
A sucessão de lesões em jogadores-chave acabou por condicionar o rendimento coletivo, mas o extremo acredita que a equipa está agora num caminho de crescimento.
“A equipa vai melhorar e continuamos focados no nosso objetivo.”
Uma mensagem de confiança que surge numa fase decisiva da temporada, com compromissos importantes tanto a nível interno como europeu.
Já treina sem limitações
Do ponto de vista físico, Bruma revelou que já se sente confortável e integrado no grupo, embora admita que ainda precisa de ganhar ritmo competitivo.
“Treino com a equipa há duas semanas e sinto-me bem. Quero melhorar aos poucos e cabe ao mister decidir quando será boa altura para voltar a jogar.”
Esta abordagem cautelosa é vista com bons olhos pela estrutura do clube, que pretende evitar recaídas e garantir que o jogador regressa em plena capacidade.
Liga dos Campeões como palco ideal para o regresso?
O jogo frente à Juventus surge como um possível cenário para o regresso progressivo de Bruma à competição, ainda que tudo dependa das decisões da equipa técnica. A Liga dos Campeões é um palco exigente, mas também ideal para jogadores que procuram afirmação e confiança.
Com a camisola 7 nas costas, Bruma sabe que cada minuto em campo será analisado ao detalhe, mas mostra-se preparado para assumir essa responsabilidade.
Adeptos atentos à nova fase de Bruma
A mudança de número, aliada às declarações otimistas, gerou reações positivas entre os adeptos, que veem no extremo uma possível arma importante para a segunda metade da época. Se conseguir manter-se saudável, Bruma pode tornar-se uma peça-chave no ataque, oferecendo velocidade, criatividade e experiência.
A camisola mudou, mas a ambição mantém-se intacta. Bruma quer deixar para trás os meses difíceis e escrever um novo capítulo — agora com o número 7.






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