O encontro entre Benfica e Estoril Praia, que marcou o arranque do ano futebolístico e terminou com vitória encarnada por 3-1, ficou também marcado por vários lances de análise difícil, sobretudo no capítulo da arbitragem. No entanto, Jorge Faustino, ex-árbitro internacional e atual especialista em arbitragem, veio colocar um ponto final na discussão, garantindo que as decisões tomadas pela equipa de arbitragem foram corretas.
O jogo, dirigido por Anzhony Rodrigues, teve como principal foco de debate a grande penalidade assinalada a favor do Benfica, bem como alguns lances em que os jogadores do Estoril reclamaram penálti. No rescaldo da partida, Faustino foi perentório: não ficou qualquer penálti por marcar para os canarinhos e o castigo máximo favorável às águias foi bem decidido, com apoio do VAR.
Penálti para o Benfica sem margem para dúvidas
O lance mais polémico da partida ocorreu ainda na primeira parte, quando Marqués, defesa do Estoril, tocou a bola com o braço dentro da área. Inicialmente, o árbitro mandou seguir, mas após intervenção do VAR, foi chamado a rever as imagens e acabou por assinalar grande penalidade a favor do Benfica.
Para Jorge Faustino, a decisão não oferece qualquer dúvida:
“Marqués tocou a bola com o braço estando este claramente aberto e em movimento para a bola. Boa intervenção do VAR. Penálti”, afirmou o especialista, em declarações ao jornal Record.
Segundo Faustino, o critério aplicado foi totalmente coerente com as leis do jogo atualmente em vigor, uma vez que o braço não se encontrava numa posição natural e houve um movimento deliberado na direção da bola, aumentando o volume corporal do jogador do Estoril.
Marco Ferreira reforça a mesma leitura
A análise de Jorge Faustino foi corroborada por Marco Ferreira, também ex-árbitro e comentador de arbitragem, que partilhou exatamente da mesma interpretação do lance.
“Marqués salta para a bola, num movimento deliberado, desviando-a com o seu braço direito. Penálti bem assinalado após intervenção do VAR”, explicou Marco Ferreira.
Esta unanimidade entre dois dos mais respeitados especialistas nacionais acaba por esvaziar qualquer contestação em torno da decisão tomada no Estádio da Luz, reforçando a legitimidade do golo marcado na sequência da grande penalidade.
Estoril sem razão de queixa
Além do penálti favorável ao Benfica, existiram momentos em que os jogadores do Estoril reclamaram faltas dentro da área encarnada, mas Jorge Faustino foi igualmente claro nesses lances.
De acordo com o antigo árbitro internacional, nenhuma das situações apresentava intensidade ou ilegalidade suficiente para justificar a marcação de um castigo máximo a favor dos visitantes. Para Faustino, tratou-se de contactos normais de jogo, bem avaliados pela equipa de arbitragem.
Esta leitura confirma que Anzhony Rodrigues teve um desempenho seguro, apoiado de forma eficaz pelo VAR, num encontro com vários momentos de pressão e decisões sensíveis.
VAR decisivo… e bem utilizado
Um dos pontos mais destacados na análise foi precisamente a atuação do VAR, que interveio apenas quando necessário e de forma correta. Para Jorge Faustino, este é um exemplo positivo da utilização da tecnologia no futebol português.
A chamada ao monitor permitiu ao árbitro principal rever um lance determinante, corrigindo a decisão inicial e garantindo justiça no resultado final. Um cenário que contrasta com outras jornadas em que o VAR tem sido alvo de fortes críticas.
Vitória limpa do Benfica
Com a polémica esclarecida, o triunfo do Benfica frente ao Estoril sai reforçado. Além da exibição positiva, coroada com um hat-trick de Pavlidis, as águias somaram três pontos sem qualquer sombra de dúvida no capítulo da arbitragem.
Para José Mourinho, que já tinha sublinhado a importância de começar o ano a vencer, este esclarecimento surge como um fator de tranquilidade, afastando ruído externo numa fase crucial da temporada.
Especialistas encerram o debate
As palavras de Jorge Faustino e Marco Ferreira funcionam como um verdadeiro veredito final sobre os lances mais discutidos do Benfica–Estoril. A conclusão é clara: o penálti foi bem marcado e não houve erros graves que tenham influenciado o resultado.
Num futebol cada vez mais escrutinado ao detalhe, a análise técnica dos especialistas ajuda a separar emoção de factos — e, neste caso, os factos dão razão à equipa de arbitragem.






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