José Mourinho fez uma pergunta aos jornalistas que está a dar que falar ~ Grandes de Portugal

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

José Mourinho fez uma pergunta aos jornalistas que está a dar que falar


José Mourinho voltou a dominar as atenções na antevisão da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o SC Braga, mas desta vez não foi apenas pelas questões táticas ou pelas opções de equipa. O treinador encarnado deixou uma pergunta no ar dirigida aos jornalistas que rapidamente se tornou no tema mais comentado da conferência de imprensa e está a gerar forte debate no espaço mediático nacional.

A intervenção de Mourinho centrou-se no tema da arbitragem e, em particular, na proposta apresentada por Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, que defendeu uma redução do debate público em torno das decisões dos juízes como forma de diminuir a pressão. O técnico do Benfica aproveitou o assunto para lançar uma reflexão profunda sobre o papel da comunicação social, dos comentadores e do próprio VAR no futebol moderno.

Mourinho recusa papel de “analista de arbitragem”

Desde o início da resposta, Mourinho deixou claro que não se vê como um juiz das decisões arbitrais, remetendo essa responsabilidade para quem de direito:
«Arbitragem? O presidente dos árbitros é a pessoa indicada para a análise», começou por dizer, sublinhando que o debate público em torno dos erros pode aumentar a pressão sobre quem está em campo.

O treinador recorreu a uma comparação com a sua própria função para ilustrar o impacto mediático:
«Imagino eu, como treinador, ver a minha equipa fazer um jogo horrível, não olhar para a imprensa nem ver o debate sobre os erros que cometi e a minha equipa. Dá maior estabilidade», explicou.

No entanto, Mourinho não ignorou o outro lado da questão. Reconheceu que a exposição pública também tem um efeito de responsabilização:
«Por outro lado, o debate público, o confronto e as perguntas dão um sentido de responsabilidade diferente porque te obrigam a enfrentar as coisas, os problemas que tiveste. Não sei o que será melhor ou não».

Confiança total antes do jogo

Numa declaração que agradou claramente aos adeptos do Benfica, José Mourinho assumiu uma postura de confiança absoluta nos árbitros antes de cada partida, apresentando-a como um princípio pessoal e não como uma estratégia mediática:
«Seria bom, e não é um autoelogio, é seguir a minha perspetiva. Antes dos jogos todos os árbitros são bons, competentes, honestos. Vamos confiar neles, dar-lhes confiança. Não estou a fazer teatro. Todos os árbitros que possam arbitrar o Benfica são bons».

O técnico frisou que a avaliação das decisões só deve ser feita após o jogo, com base no que realmente aconteceu:
«Depois do jogo, em função da performance, são bons ou maus, com boas decisões ou não. Vamos sempre analisar».

Esta abordagem foi vista por muitos como uma tentativa clara de retirar pressão aos árbitros num momento decisivo da época, protegendo o foco da equipa e evitando polémicas que possam distrair o grupo.

A pergunta que está a incendiar o debate

Foi no momento em que abordou o VAR que Mourinho lançou a pergunta que está a dar que falar em todo o país:
«Porque é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo?»

A questão surgiu no contexto da falta de unanimidade em muitos lances analisados:
«Dá para perceber que há muitas situações analisadas por experts ou hipotéticos, em que não há unanimidade. Há penáltis assinalados com comentadores que dizem que é ou não é penálti».

Para Mourinho, é precisamente nessas situações cinzentas que o vídeoárbitro deixa de ser uma ferramenta de justiça e passa a ser um foco de polémica:
«Neste tipo de situação digo: “Porque é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo?”».

A pergunta ecoou na sala de imprensa e rapidamente passou a dominar as redes sociais e os programas desportivos, com opiniões divididas entre quem concorda com a crítica e quem defende a intervenção tecnológica como essencial para a verdade desportiva.

Defesa do VAR… mas com limites

Apesar da crítica, Mourinho fez questão de esclarecer que não é contra o VAR em si. Pelo contrário, reconheceu a sua importância em lances claros e objetivos:
«O VAR ajuda em situações claras e inequívocas. Aí, qualquer árbitro fica feliz, muda a decisão e saímos felizes».

O problema, segundo o treinador do Benfica, surge quando a tecnologia é usada em lances de interpretação subjetiva:
«O que me perturba são as situações duvidosas, dão origem a que se fale muito durante a semana».

Esta posição reflete uma preocupação mais ampla com o impacto que a constante discussão sobre arbitragem tem no ambiente competitivo, desviando atenções do jogo jogado e colocando uma pressão adicional sobre jogadores, árbitros e treinadores.

Mensagem estratégica antes de um jogo decisivo

As palavras de José Mourinho não surgem por acaso. Na véspera de uma meia-final da Taça da Liga frente ao SC Braga, num encontro decisivo para a ambição do Benfica em conquistar mais um troféu, o técnico procurou lançar uma mensagem de estabilidade, confiança e foco competitivo.

Ao afirmar que todos os árbitros são competentes e honestos antes do jogo, Mourinho evita qualquer clima de suspeição e reforça a ideia de que o Benfica entra em campo apenas com um objetivo: vencer pelo seu próprio mérito.

Para os adeptos encarnados, a intervenção do treinador foi vista como um sinal de liderança e maturidade, ao mesmo tempo que levanta uma reflexão pertinente sobre o impacto real do VAR no futebol moderno.

Uma pergunta que ficará na memória

Independentemente das interpretações, a pergunta de José Mourinho — “Porque é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo?” — tornou-se um dos momentos mais marcantes da antevisão da meia-final da Taça da Liga.

Mais do que uma simples crítica, foi um convite à reflexão sobre o rumo do futebol e sobre o equilíbrio entre tecnologia, justiça e emoção. Num momento crucial da temporada, Mourinho voltou a provar porque continua a ser uma das figuras mais influentes do futebol europeu: não apenas pelo que faz dentro de campo, mas também pelas ideias que lança fora dele.

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