Vangelis Pavlidis foi o nome da noite no Estádio da Luz. O avançado grego esteve em estado de graça e assinou um hat-trick decisivo na vitória do Benfica frente ao Estoril (3-1), numa exibição que não passou despercebida a ninguém. Ainda assim, no final da partida, o camisola 14 das águias fez questão de desvalorizar o feito individual, preferindo destacar o trabalho coletivo e a resposta da equipa nos momentos mais difíceis do jogo.
Apesar de ter marcado todos os golos do Benfica, Pavlidis mostrou-se sereno e focado, recusando qualquer tipo de euforia excessiva. As suas palavras revelaram um jogador consciente, ambicioso e totalmente alinhado com os objetivos do clube.
Um início complicado que exigiu maturidade
Na análise ao encontro, Pavlidis começou por reconhecer que o Benfica não teve uma entrada fácil na partida. Frente a um Estoril organizado e sem medo de jogar, os encarnados sentiram dificuldades na primeira parte, algo que o próprio avançado não escondeu.
“A primeira parte foi um pouco difícil para nós. Depois marcámos os dois golos e tornámos o nosso trabalho mais fácil”, começou por explicar.
O grego sublinhou que o jogo mudou de figura após os primeiros golos, mas alertou para um momento de desconcentração que poderia ter complicado as contas.
“Houve um momento em que errámos e o 2-1 foi um pouco como ‘acordar’ novamente”, admitiu, numa leitura honesta do que se passou em campo.
Essa capacidade de reconhecer erros acabou por ser fundamental para a reação do Benfica, que voltou a assumir o controlo do jogo e não mais largou a vantagem.
Segunda parte segura e vitória controlada
Depois do intervalo, o Benfica entrou mais sólido, mais equilibrado e com maior controlo emocional. Pavlidis destacou a forma como a equipa soube gerir o ritmo do encontro, criando oportunidades e evitando sobressaltos desnecessários.
“Na segunda parte gerimos o jogo, tivemos boas oportunidades e sim, depois do 3-1, o jogo meio que terminou”, afirmou.
O terceiro golo, que selou o hat-trick do avançado, acabou por funcionar como o golpe final nas aspirações do Estoril, permitindo às águias fechar o encontro com tranquilidade e garantir mais três pontos importantes no campeonato.
O golo de chapéu… e a humildade que impressiona
Questionado sobre o golo mais vistoso da noite — um chapéu de enorme classe, que levantou o Estádio da Luz — Pavlidis manteve o discurso humilde e focado no essencial.
“Foi um ótimo momento… Sim, é bom. É sempre bom marcar um golo. E se é um golo bonito, então é um pouco melhor, mas continua a contar como um. Não faz a diferença”, disse, sem se deixar levar pelo entusiasmo.
Para o avançado, o mais importante não é a estética do golo, mas sim o contributo para a equipa.
“Só quero continuar e ajudar a equipa”, reforçou, deixando claro que o foco está no coletivo e nos objetivos do Benfica para a temporada.
Um hat-trick que vale mais do que três golos
Apesar da modéstia nas palavras, a verdade é que o hat-trick de Pavlidis tem um peso enorme. Num momento crucial da época, o avançado mostrou eficácia, frieza e capacidade de decisão — qualidades essenciais para quem atua na frente de ataque de um clube como o Benfica.
Além disso, a exibição serviu para reforçar a confiança do jogador e da equipa, num campeonato cada vez mais competitivo e onde cada detalhe pode fazer a diferença.
Impacto imediato no banco: Lopes Cabral em destaque
Nota ainda para o impacto quase imediato de Lopes Cabral, que saiu do banco e precisou de apenas três minutos em campo para deixar a sua marca. O jovem jogador foi o autor da assistência para o terceiro golo de Pavlidis, mostrando que a profundidade do plantel encarnado pode ser decisiva ao longo da época.
A jogada demonstrou entendimento, velocidade e qualidade técnica, arrancando aplausos das bancadas e elogios nas redes sociais.
Um Benfica cada vez mais confiante
Com esta vitória, o Benfica reforça a sua posição no campeonato e ganha ainda mais confiança para os próximos desafios. A exibição de Pavlidis surge como um sinal claro de que os encarnados têm soluções ofensivas de alto nível e jogadores capazes de decidir jogos em momentos-chave.
Mais do que os golos, fica a imagem de um avançado comprometido, humilde e focado, características que agradam tanto aos adeptos como à estrutura do clube.
Mensagem clara para o futuro
No final da noite, Pavlidis saiu da Luz com a bola do jogo, mas deixou uma mensagem simples e poderosa: o importante não é o brilho individual, mas sim o sucesso coletivo. E quando talento, humildade e eficácia se juntam, o resultado costuma ser este — vitórias, golos e um Benfica cada vez mais forte.






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