“Penálti inventado e critério desastroso”: Jorge Coroado arrasa arbitragem no FC Porto – Vitória SC e explica tudo ao detalhe ~ Grandes de Portugal

Cookie

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

“Penálti inventado e critério desastroso”: Jorge Coroado arrasa arbitragem no FC Porto – Vitória SC e explica tudo ao detalhe


O jogo entre Vitória SC e FC Porto, que terminou com um triunfo mínimo dos dragões por 1-0, continua a provocar forte polémica e promete ainda muitos dias de debate. Desta vez, foi Jorge Coroado, antigo árbitro internacional e uma das vozes mais respeitadas na análise da arbitragem em Portugal, quem deixou críticas duríssimas à atuação de João Gonçalves, considerando que o juiz da partida teve uma exibição “pouco atenta, sem concentração e marcada por erros graves”.

Na sua análise, Coroado não poupou palavras e foi claro ao apontar falhas no critério disciplinar, na avaliação dos lances em disputa e, sobretudo, na análise dos dois penáltis assinalados a favor do FC Porto, que estiveram no centro da discussão.

Arbitragem sob fogo depois de mais um jogo polémico

A arbitragem voltou a assumir protagonismo num encontro em que o futebol jogado acabou por ficar em segundo plano. Jorge Coroado sublinhou que João Gonçalves permitiu demasiadas faltas sem qualquer tipo de punição, contribuindo para um jogo mais duro e mal controlado.

Segundo o antigo árbitro, esta falta de critério claro criou instabilidade no encontro, gerando protestos de parte a parte e dificultando a leitura do jogo por jogadores e treinadores.

“Quando um árbitro não define um critério desde cedo, perde autoridade e coloca-se a si próprio numa posição frágil”, explicou Coroado, apontando esta como uma das principais falhas da atuação.

Primeiro penálti: “Decisão errada e penálti inexistente”

O lance que mais polémica gerou foi o penálti assinalado sobre Alberto, que acabou por ser decisivo no desfecho do encontro. Para Jorge Coroado, a decisão foi claramente errada.

Na sua leitura, o contacto existente não foi suficiente para justificar a marcação de uma grande penalidade, classificando o lance como “penálti inventado”. O analista considera que o árbitro se deixou influenciar pela intensidade do momento e falhou na interpretação do contacto físico.

“Há contacto, sim, mas isso não significa automaticamente falta. O futebol é um jogo de contacto e o árbitro tem de saber distinguir o que é uma disputa normal do que é uma infração”, explicou.

Falta de concentração no momento decisivo

Outro ponto destacado por Coroado foi a falta de concentração do árbitro no momento do lance decisivo. Segundo o antigo juiz, João Gonçalves estava mal posicionado e não avaliou corretamente o enquadramento da jogada, o que acabou por influenciar a sua decisão.

Esta falha ganha ainda mais peso pelo facto de se tratar de um lance que teve impacto direto no resultado final, algo que, segundo Coroado, exige um nível máximo de atenção e rigor.

Segundo penálti: decisão correta e sem dúvidas

Se no primeiro lance as críticas foram severas, no segundo penálti assinalado a favor do FC Porto — por falta sobre Oskar Pietuszewski — Jorge Coroado foi claro e objetivo: a decisão foi correta.

Na sua análise, existiu um contacto evidente, com infração clara dentro da grande área, não deixando margem para interpretações alternativas. Para o ex-árbitro, este foi um dos poucos momentos em que João Gonçalves esteve bem na leitura do jogo.

“A falta sobre Pietuszewski é clara, indiscutível e bem assinalada. Aqui não há qualquer erro”, afirmou.

Critério disciplinar muito abaixo do exigido

Para além dos penáltis, Jorge Coroado destacou ainda graves falhas no critério disciplinar ao longo dos 90 minutos. O antigo árbitro considera que várias faltas ficaram por sancionar, tanto com livres como com cartões, permitindo que o jogo ganhasse contornos demasiado físicos.

Segundo Coroado, esta permissividade acabou por prejudicar o espetáculo e aumentou o risco de lesões, além de gerar um clima de constante contestação dentro de campo.

“O árbitro não pode escolher quando aplica a lei. Ou aplica sempre, ou perde credibilidade”, frisou.

João Gonçalves continua sem convencer

Esta análise surge num contexto em que João Gonçalves já vinha sendo alvo de críticas noutras partidas. Para Jorge Coroado, o juiz continua sem apresentar uma exibição consistente, algo preocupante tendo em conta o nível de exigência da Primeira Liga.

O antigo árbitro sublinhou que a regularidade é um dos pilares fundamentais da arbitragem de alto nível, algo que, na sua opinião, João Gonçalves ainda não conseguiu atingir.

Vitória do FC Porto fica manchada pela polémica

Embora o FC Porto tenha cumprido o objetivo de somar os três pontos, a vitória acaba por ficar inevitavelmente associada à polémica arbitral. O resultado, que poderia ter sido analisado apenas do ponto de vista desportivo, acabou por ser ofuscado pelas decisões do árbitro.

Nas redes sociais, o debate intensificou-se rapidamente, com adeptos do Vitória SC a falarem em injustiça e adeptos portistas a defenderem a legalidade das decisões.

Arbitragem volta a dominar a narrativa da jornada

Este caso é mais um exemplo de como a arbitragem tem dominado a narrativa do futebol português nesta temporada. Jornadas após jornada, os lances polémicos continuam a gerar análises, comunicados e debates intermináveis.

Jorge Coroado alerta que esta tendência prejudica a credibilidade da competição, desviando o foco do jogo e colocando os árbitros sob pressão constante.

Necessidade de maior rigor e coerência

Na conclusão da sua análise, o antigo árbitro deixou um apelo claro: é necessária maior exigência, rigor e coerência na arbitragem portuguesa. Para Coroado, só com critérios bem definidos e aplicados de forma consistente será possível reduzir a polémica.

“O erro faz parte do futebol, mas o erro repetido e sem correção torna-se um problema estrutural”, rematou.

Um jogo que continuará a ser falado

Com esta análise contundente de Jorge Coroado, o encontro entre Vitória SC e FC Porto ganha mais um capítulo polémico. A arbitragem, mais uma vez, assume o papel principal num jogo que continuará a ser debatido durante muito tempo.

Entre penáltis contestados, decisões corretas e erros graves, fica claro que o apito voltou a falar mais alto do que a bola.

0 Comments:

Enviar um comentário

'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();
'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();