José Mourinho reage à primeira vitória do Benfica na Champions: “Se o jogo tivesse 150 minutos, não marcariam” ~ Grandes de Portugal

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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

José Mourinho reage à primeira vitória do Benfica na Champions: “Se o jogo tivesse 150 minutos, não marcariam”



 José Mourinho não escondeu a satisfação após o Benfica conquistar a primeira vitória na presente edição da Liga dos Campeões, derrotando o Ajax por 2-0 em Amesterdão. O treinador das águias fez uma análise detalhada ao encontro, destacando não só os momentos de maior sofrimento, como também a solidez defensiva que permitiu segurar os três pontos.

Mourinho começou por admitir que a equipa viveu minutos de autêntico caos ainda antes do intervalo:
«Os últimos 10 minutos da primeira parte foram caóticos. Recuperávamos a bola e perdíamo-la logo a seguir, tivemos muitas dificuldades em controlar esse período.»

Apesar desse momento menos positivo, o técnico sublinhou que o Benfica acabou por estabilizar, mesmo que a segunda parte não tenha sido particularmente exuberante do ponto de vista ofensivo:
«Na segunda parte não fomos perigosos nem conseguimos sair muitas vezes, mas eles tiveram apenas uma verdadeira oportunidade. De resto, controlámos. Se em vez de 15 minutos fossem 150, a sensação que tenho é que não marcariam.»

Mourinho realçou ainda o espírito da equipa e a forma como o grupo reagiu ao tão aguardado triunfo europeu:
«A solidez dos jogadores, a alegria do grupo depois da vitória… é uma coisa bonita de ver.»

“É diferente querer ganhar e ter de ganhar”

O técnico português explicou que o contexto emocional também pesou na abordagem ao jogo, dado o Benfica entrar em campo pressionado pela necessidade urgente de pontuar:
«É diferente jogar a querer ganhar e ter de ganhar. ‘Ter de ganhar’ traz uma pressão completamente distinta.»

Mourinho aproveitou também para comentar as limitações do plantel em termos de transições rápidas, fator que condicionou a estratégia adotada:
«Não temos muita gente rápida no ataque para sermos perigosos em transição. Temos de jogar de outra maneira. Utilizámos as armas que tínhamos. Mesmo sem o golo do Barreiro, a sensação era de jogo controlado.»

Ajustes táticos para travar o poder físico do Ajax

O treinador explicou ao detalhe as escolhas táticas que adotou para anular o estilo direto e físico da formação neerlandesa, que apresentou dois avançados de grande porte:
«Eles jogam com dois atacantes de 2 metros e 1,90m, com bolas paradas, jogo longo e direto. Se posso proteger o Otamendi e o António Silva de um 2x2 e criar superioridade com o Tomás [Araújo], esse era o objetivo.»

Mourinho confessou ainda que, se tivesse à disposição alas rápidos para explorar o contra-ataque e fechar espaços, teria abordado o jogo de forma diferente:
«Se tivesse no banco alas que me pudessem fechar espaços e matar em contra-ataque, era isso que qualquer treinador gostaria de ter.»

Com esta vitória, o Benfica reentra na luta pela qualificação e recupera confiança num momento crucial da temporada.

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