O clássico entre FC Porto e Benfica, que terminou com a vitória dos dragões por 1-0 e a consequente eliminação dos encarnados da Taça, continua a dar que falar muito para lá do apito final. No centro da polémica está um lance ocorrido logo aos 10 minutos de jogo, em que o Benfica reclamou grande penalidade por alegado braço na bola dentro da área portista. O árbitro Fábio Veríssimo mandou seguir, o VAR não interveio, e desde então o episódio tem sido amplamente debatido por adeptos, comentadores e nas redes sociais.
O momento envolve Pablo Rosário, num lance dentro da área do FC Porto que muitos consideram determinante para o rumo do encontro. Para os benfiquistas, trata-se de um erro claro de arbitragem; para outros, a decisão enquadra-se nos critérios atuais das Leis do Jogo. A verdade é que o vídeo do lance tornou-se viral poucas horas depois da partida e continua a alimentar a discussão.
O lance aos 10 minutos que mudou o tom do clássico
Corria o minuto 10 quando o Benfica entrou com bola na área adversária. Na sequência de uma jogada rápida pelo corredor, surgiu um cruzamento tenso que encontrou Pablo Rosário em zona defensiva. A bola acabou por tocar no braço do jogador do FC Porto, num movimento que gerou protestos imediatos dos atletas encarnados.
Os jogadores do Benfica rodearam Fábio Veríssimo a pedir grande penalidade, enquanto o banco encarnado se levantava em uníssono. A resposta do árbitro foi clara: gesto de “seguir jogo”. Nos segundos seguintes, a atenção virou-se para o VAR, mas a decisão inicial acabou por ser mantida, sem qualquer recomendação para revisão no monitor.
A partir desse momento, o jogo ganhou outro clima. O Benfica sentiu que tinha sido prejudicado num lance que poderia ter mudado o desenrolar da partida, enquanto o FC Porto respirou de alívio por ter escapado a uma situação potencialmente decisiva logo numa fase inicial do encontro.
A reação dos adeptos: “Como é que isto não é penálti?”
Minutos depois do lance, começaram a surgir reações nas redes sociais. O vídeo foi partilhado milhares de vezes e as opiniões dividiram-se. Entre os adeptos do Benfica, o sentimento dominante foi de revolta:
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“Braço aberto dentro da área, como é que isto não é penálti?”
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“VAR para quê? Isto é claríssimo.”
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“Mais um clássico decidido por erros de arbitragem.”
Do lado portista, muitos responderam que o braço estava em posição natural ou que o toque foi involuntário, defendendo a decisão de Fábio Veríssimo:
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“O braço está junto ao corpo, não há movimento intencional.”
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“A bola bate no braço de ressalto, não é penálti.”
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“Decisão correta segundo as regras atuais.”
O debate rapidamente ultrapassou as fronteiras dos adeptos e chegou aos programas de análise desportiva, onde o lance foi revisto em câmara lenta, de vários ângulos, com interpretações distintas por parte de antigos árbitros e especialistas em arbitragem.
O enquadramento pelas Leis do Jogo
De acordo com as Leis do Jogo da FIFA e da IFAB, a marcação de penálti por mão na bola depende de vários fatores:
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Posição do braço (se está em posição natural ou a aumentar de forma antinatural o volume do corpo);
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Movimento em direção à bola;
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Distância e velocidade da bola;
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Intencionalidade ou negligência.
Nos últimos anos, os critérios têm sido alvo de constantes ajustes, precisamente para evitar decisões demasiado subjetivas. Ainda assim, a interpretação continua a gerar polémica, sobretudo em jogos de elevada pressão, como um clássico entre FC Porto e Benfica.
No lance em questão, há quem defenda que o braço de Pablo Rosário se encontrava numa posição que “aumenta a volumetria do corpo”, o que, para muitos, justificaria a marcação de grande penalidade. Outros argumentam que o jogador não faz qualquer movimento deliberado para a bola e que o toque resulta de um ressalto rápido, o que invalida a infração.
Um jogo decidido nos detalhes
O clássico acabou por ser decidido por um único golo do FC Porto, resultado que afastou o Benfica da Taça e alimentou ainda mais a sensação de injustiça entre os adeptos encarnados. Para muitos, o possível penálti aos 10 minutos poderia ter mudado completamente a história do jogo: um golo cedo poderia obrigar o FC Porto a assumir mais riscos, alterar a estratégia de ambas as equipas e criar um contexto totalmente diferente.
Do ponto de vista psicológico, a decisão de Fábio Veríssimo também teve impacto. O Benfica manteve o controlo da posse de bola durante largos períodos, mas sem conseguir materializar em golos. Já o FC Porto mostrou-se sólido defensivamente e aproveitou uma bola parada para chegar ao golo que decidiu a eliminatória.
A arbitragem volta ao centro do debate
Este lance surge poucos dias depois de o próprio FC Porto ter emitido um comunicado crítico em relação à nomeação de Fábio Veríssimo para este encontro, o que acrescenta ainda mais carga simbólica à situação. Embora o comunicado não esteja diretamente ligado ao lance em causa, o facto de a arbitragem voltar a ser tema principal após um clássico de enorme importância reacende a discussão sobre a transparência, os critérios e o papel do VAR no futebol português.
Para os benfiquistas, a decisão reforça a perceção de que erros em jogos grandes têm consequências desportivas e emocionais profundas. Para os portistas, trata-se de uma decisão técnica legítima, enquadrada nos regulamentos.
O VAR: por que não interveio?
Uma das perguntas mais repetidas pelos adeptos do Benfica é simples: por que motivo o VAR não chamou o árbitro para rever o lance?
O protocolo do VAR estabelece que só deve intervir em caso de “erro claro e óbvio”. Se a equipa de videoarbitragem considerou que o toque no braço não preenchia de forma inequívoca os critérios para grande penalidade, a decisão em campo é mantida.
No entanto, a subjetividade deste conceito — o que é ou não um “erro claro” — continua a ser um dos principais pontos de crítica ao sistema.
Um lance que vai marcar o pós-clássico
Independentemente da interpretação técnica, o episódio do possível penálti aos 10 minutos já se tornou um dos temas centrais do pós-jogo. É mais um capítulo numa longa história de polémicas em clássicos entre FC Porto e Benfica, onde cada decisão é escrutinada ao milímetro.
Para o Benfica, fica o amargo de uma eliminação e a sensação de que poderia ter tido uma oportunidade de ouro para mudar o rumo da partida logo no início. Para o FC Porto, permanece a vitória e a passagem à fase seguinte, mas também a consciência de que o jogo ficará associado a um dos lances mais discutidos da temporada.
Conclusão: polémica que não vai desaparecer tão cedo
O vídeo continua a circular, os debates prosseguem e o lance promete ser analisado durante dias. Se foi ou não penálti, a resposta depende da interpretação de cada um — mas o impacto no clássico é inegável.
Num jogo decidido por margens mínimas, qualquer detalhe ganha proporções gigantescas. E este possível braço na bola de Pablo Rosário, ignorado por Fábio Veríssimo, já entrou para a lista dos momentos mais polémicos da época no futebol português.
FC Porto, Caso, P. Rosario, 10m
— VSPORTS ARCHIVE (@VsportsArchive) January 14, 2026
Os jogadores do Benfica pedem penálti por mão na bola de Pablo Rosário na área, após cruzamento de Sidny Cabral. Fábio Veríssimo considera ter sido um ressal#TacadePortugal #VSPORTSTACAPORTUGALBETCLIC #EPOCA2526 #QuartosDeFinal #FCPSLB #FCP #SLB pic.twitter.com/3JGabjlEoe






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