A noite europeia vivida no Estádio da Luz ficará para sempre gravada na história do Benfica. A vitória por 4-2 frente ao Real Madrid, um dos clubes mais titulados do futebol mundial, foi selada de forma absolutamente épica, com um golo improvável, inesperado e quase irreal: Anatoliy Trubin, guarda-redes encarnado, marcou no último lance do encontro e garantiu o apuramento das águias para o playoff da Liga dos Campeões.
Após o apito final, ainda visivelmente emocionado e incrédulo com o que tinha acabado de acontecer, o internacional ucraniano falou aos jornalistas e fez uma análise sincera, espontânea e carregada de emoção sobre um dos momentos mais marcantes da sua carreira.
⚽ “Não estou habituado a marcar” – o momento que antecedeu o golo
Trubin começou por explicar como tudo aconteceu no lance derradeiro do encontro, revelando que, num primeiro momento, nem sequer tinha percebido que iria subir à área adversária.
«Antes não tinha percebido do que precisávamos. O Tomás [Araújo] e o António [Silva] diziam ‘um, um’, e eu: ‘O quê?’», começou por contar, ainda entre sorrisos.
Só depois de olhar à sua volta é que o guardião percebeu que todos os sinais apontavam para a mesma decisão: subir à área do Real Madrid na última bola do jogo.
«Mas depois vi toda a gente a dizer-me para subir. Vi também o míster, então subi, fui para a área e não sei… Não sei o que dizer. Momento louco.»
A sinceridade das palavras demonstra bem o impacto emocional do instante vivido. Trubin admitiu que nunca tinha passado por algo semelhante e que nem sequer sabia como reagir depois de ver a bola entrar.
🧤 O primeiro golo da carreira… aos 24 anos
Para Trubin, o momento teve ainda um peso especial por uma razão simples: foi o primeiro golo da sua carreira profissional.
«Não estou habituado a marcar. Tenho 24 anos e é a primeira vez. Inacreditável», confessou.
O guarda-redes revelou ainda que já tinha estado perto de um momento semelhante num jogo anterior frente ao FC Porto, mas que, dessa vez, o golo acabou por não acontecer.
«Houve um momento parecido contra o FC Porto, fiquei perto. Agora, consegui.»
Um detalhe curioso que torna este golo ainda mais simbólico, mostrando que o destino parecia estar a preparar este momento há algum tempo.
🔴 “Não tivemos medo” – a atitude do Benfica frente ao Real Madrid
Para além do golo decisivo, Trubin fez questão de destacar a postura competitiva do Benfica frente a um adversário histórico como o Real Madrid, recordando a dimensão do clube espanhol no panorama europeu.
«Nós começámos bem. Não tivemos medo, nenhum. O Real Madrid tem 15 títulos na Champions, isso diz muito sobre a equipa que são.»
Apesar do peso do nome e da história do adversário, o Benfica entrou em campo com personalidade, coragem e ambição, algo que, segundo Trubin, foi determinante para o desfecho do encontro.
«Não tínhamos outra hipótese que não fosse vencer, mas somos o Benfica. Jogámos para ganhar e acho que estivemos muito bem.»
🧠 Qualidade individual vs força coletiva
O guarda-redes ucraniano reconheceu o enorme talento presente no plantel do Real Madrid, mas sublinhou que a força coletiva das águias acabou por fazer a diferença.
«Eles têm jogadores incríveis, talvez os melhores. Mas, como equipa, conseguimos.»
Uma frase curta, mas carregada de significado, que espelha bem a mensagem passada por José Mourinho ao longo da temporada: um Benfica unido, competitivo e solidário pode bater qualquer adversário.
🚨 Aviso após a euforia: “O Benfica tem de ganhar títulos”
Apesar da noite histórica e da natural euforia, Trubin fez questão de deixar um aviso claro, mostrando maturidade e foco no que ainda está por conquistar.
«Já tivemos maus resultados, o Benfica tem de ganhar títulos e de somar vitórias. Nada mais interessa.»
O guarda-redes sabe que este triunfo é apenas um passo num caminho longo e exigente, e que o sucesso europeu não pode desviar a equipa dos objetivos internos.
«Era importante seguir em frente, por isso, é um impulso bom, mas temos de estar focados.»
📆 Olhos postos no próximo desafio
Trubin lembrou ainda que o calendário não dá margem para grandes celebrações, com um novo compromisso já no horizonte.
«Agora tudo parece perfeito e podemos celebrar hoje e amanhã, mas domingo temos um jogo e sabemos bem em que posição estamos.»
Uma mensagem clara de responsabilidade, num momento em que o entusiasmo podia facilmente tomar conta do discurso.
«Temos de concentrar-nos e continuar o nosso caminho, a trabalhar duro. Juntos, conseguimos.»
🏟️ Um herói improvável numa noite eterna
O golo de Anatoliy Trubin ficará para sempre associado a uma das noites mais épicas da história recente do Benfica. Um guarda-redes a marcar no último segundo frente ao Real Madrid não é apenas raro — é lendário.
As suas declarações, humildes e emocionadas, refletem bem o espírito de um jogador que entrou definitivamente no coração dos adeptos encarnados e que, numa fração de segundo, passou de último recurso defensivo a herói absoluto da Luz.






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