O dossiê Andreas Schjelderup caminha rapidamente para um desfecho e tudo indica que o futuro do jovem extremo norueguês será longe da Luz. De acordo com o conceituado especialista em transferências Gianluca Di Marzio, o jogador está cada vez mais próximo de deixar o Benfica, com o Parma a surgir como o destino mais provável. O cenário ganha força à medida que se torna claro que José Mourinho não conta com o atleta para a segunda metade da temporada.
A possível saída de Schjelderup marca o fim de um capítulo que nunca chegou a cumprir totalmente as expectativas criadas aquando da sua chegada. Considerado uma das grandes promessas do futebol nórdico, o extremo chegou à Luz com estatuto de aposta de futuro, mas acabou por não se afirmar de forma consistente no onze encarnado.
Parma na linha da frente pela contratação
Segundo as informações avançadas por Di Marzio, o Parma está na pole position para garantir os serviços do internacional jovem norueguês. O emblema italiano, que tem apostado na juventude e na valorização de talento, vê em Schjelderup uma oportunidade estratégica para reforçar o ataque e acrescentar criatividade às alas.
Embora os valores finais da operação ainda não tenham sido tornados públicos, os contactos entre os clubes decorrem com intensidade. A SAD do Benfica já terá deixado clara a sua posição: prefere uma venda a título definitivo ou, em alternativa, um empréstimo com cláusula de compra obrigatória. A prioridade é resolver o dossier de forma definitiva, garantindo segurança financeira e evitando regressos que possam prolongar a indefinição em torno do futuro do jogador.
Benfica aponta para negócio entre 15 e 20 milhões
Nos bastidores da Luz, os números já estão traçados. O Benfica estará disponível para negociar o passe de Schjelderup por um montante situado entre os 15 e os 20 milhões de euros. Segundo informações que circulam no mercado, existem já propostas concretas dentro desta ordem de grandeza, o que reforça a probabilidade de uma saída ainda nesta janela de transferências.
Para Rui Costa, este é um ponto crucial. O presidente das águias pretende recuperar o investimento realizado e garantir um encaixe financeiro significativo que permita equilibrar contas e, eventualmente, financiar novas entradas no plantel. Num mercado cada vez mais competitivo, a venda de um ativo jovem e valorizado como Schjelderup pode representar uma manobra estratégica importante.
Mourinho não conta com o extremo
A situação desportiva do jogador ajuda a explicar a rapidez com que o processo evoluiu. Andreas Schjelderup não entra nos planos de José Mourinho para o que resta da época. O técnico português, que tem privilegiado opções mais experientes e com impacto imediato, não vê no norueguês uma peça essencial para o seu projeto atual.
O último jogo oficial do extremo com a camisola do Benfica remonta a 17 de dezembro, quando foi titular na vitória por 2-0 frente ao Farense, em encontro a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. Desde então, o jogador caiu na hierarquia e perdeu espaço nas opções técnicas, o que torna cada vez mais evidente que o seu ciclo na Luz está perto do fim.
Para um atleta jovem e ambicioso, a falta de minutos é um fator determinante. A mudança para a Serie A surge, assim, como uma oportunidade de relançar a carreira, ganhar continuidade competitiva e provar o potencial que o tornou num dos jovens mais cobiçados do futebol europeu.
Números que não convenceram totalmente
Na presente temporada, Andreas Schjelderup somou 21 jogos pelo Benfica: 11 na Liga Portugal Betclic, seis na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga. Em 969 minutos de utilização, o extremo marcou dois golos e realizou três assistências.
Apesar de alguns momentos promissores, os números ficaram aquém das expectativas para um jogador com o seu perfil e avaliação de mercado, atualmente situada nos 14 milhões de euros. A irregularidade exibicional e a dificuldade em afirmar-se nos jogos de maior exigência acabaram por pesar na decisão técnica.
Saída pode abrir espaço para reforços
A eventual venda de Schjelderup não será apenas uma decisão desportiva, mas também estratégica. Com o encaixe financeiro proveniente do negócio, o Benfica ganha margem para atuar no mercado e reforçar posições consideradas prioritárias por José Mourinho, nomeadamente nas alas ofensivas.
O clube da Luz tem sido associado a vários extremos nas últimas semanas, e a concretização desta saída poderá acelerar negociações já em curso. A SAD vê nesta operação uma oportunidade para ajustar o plantel à visão do treinador e aumentar a competitividade interna numa fase decisiva da época.
Fim de um ciclo na Luz?
Quando Andreas Schjelderup chegou ao Benfica, muitos viam nele um projeto de estrela. Jovem, tecnicamente evoluído e com margem de progressão, o norueguês era encarado como um ativo de futuro, capaz de crescer na Luz e, mais tarde, render uma grande transferência.
No entanto, a realidade acabou por ser diferente. A adaptação ao futebol português, a forte concorrência no plantel e as opções técnicas ditaram um percurso irregular. Agora, com a Serie A no horizonte e o Parma a liderar a corrida, tudo indica que o extremo está mesmo com “um pé e meio fora” do Benfica.
Rui Costa prepara decisão final
Nas próximas horas ou dias, o desfecho poderá ficar fechado. Rui Costa analisa as propostas em cima da mesa e pretende tomar uma decisão que sirva os interesses financeiros e desportivos do clube. A prioridade é clara: garantir um negócio que permita ao Benfica sair valorizado e, ao mesmo tempo, libertar espaço para novas soluções no ataque.
Se a transferência se concretizar, será mais uma movimentação de peso neste mercado de inverno encarnado. E, para Andreas Schjelderup, o início de uma nova etapa numa das ligas mais exigentes da Europa.







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