O regresso de Rafa Silva ao Benfica voltou a ganhar força e pode mesmo tornar-se uma das grandes bombas do mercado de transferências. Segundo informações avançadas pelo jornal A Bola, a estrutura encarnada continua empenhada em resgatar o antigo camisola 27, atualmente ao serviço do Besiktas, e já admite fazer uma cedência estratégica para desbloquear um processo que, até há pouco tempo, parecia praticamente impossível.
Apesar das dificuldades financeiras e da complexidade negocial, o dossiê Rafa Silva nunca saiu verdadeiramente da agenda de Rui Costa. O dirigente máximo das águias acredita que o internacional português pode voltar a ser determinante no plantel e está disposto a reavaliar a sua posição para tornar o negócio viável.
Benfica já admite pagar ao Besiktas
De acordo com a mesma fonte, o plano inicial do Benfica passava por tentar garantir o regresso de Rafa Silva sem custos de transferência. A estratégia assentava numa combinação de fatores contratuais e negociais que permitissem reduzir o impacto financeiro da operação. No entanto, à medida que o mercado avança e as opções se tornam mais limitadas, a Direção encarnada começa a admitir que poderá ter de “abrir os cordões à bolsa”.
Ou seja, a intransigência inicial poderá cair para que o clube consiga fechar o acordo desejado. Embora não se fale, para já, em valores concretos, sabe-se que o Besiktas não pretende libertar um dos seus jogadores mais influentes sem obter contrapartidas. O contrato de Rafa Silva com o emblema turco é válido até junho de 2028, o que reforça a posição negocial do clube de Istambul.
Ainda assim, na Luz cresce a convicção de que uma cedência controlada pode ser o passo decisivo para fazer regressar um jogador que marcou uma era recente no Benfica e continua a ser visto como um ativo de enorme qualidade.
Jurásek pode ser a chave do negócio
Um dos trunfos que o Benfica tem em mãos prende-se com o dossier de Jurásek. O lateral checo encontra-se atualmente cedido aos turcos, mas tudo indica que irá rumar em definitivo ao Slavia Praga. Esta movimentação paralela pode servir como peça fundamental nas negociações entre as duas instituições.
A SAD encarnada estuda a possibilidade de utilizar esta operação como moeda de troca ou, pelo menos, como facilitador no processo que envolve Rafa Silva. A ideia passa por encontrar um equilíbrio que permita ao Besiktas não sair prejudicado financeiramente, ao mesmo tempo que o Benfica reduz o esforço necessário para concretizar a transferência do avançado português.
Nos bastidores, acredita-se que a resolução do caso Jurásek poderá desbloquear parte da resistência turca e abrir caminho a um acordo global entre os clubes.
Mourinho quer Rafa Silva no plantel
Do ponto de vista desportivo, o interesse do Benfica no regresso de Rafa Silva é total e não está condicionado a outros alvos de mercado. A eventual contratação de extremos como André Luiz ou Wesley não altera em nada a prioridade dada ao antigo internacional luso.
José Mourinho é um dos principais defensores da operação. O treinador vê em Rafa Silva um perfil raro no futebol português: um jogador com capacidade para atuar entre linhas, velocidade na condução, inteligência tática e experiência em contextos de alta pressão. Para o técnico setubalense, a chegada do avançado representaria um ganho imediato de qualidade e uma mais-valia decisiva para a segunda metade da temporada.
Mourinho considera que o ex-Benfica poderia ser uma peça-chave tanto em jogos de campeonato como em competições europeias, oferecendo soluções que atualmente não existem no plantel com o mesmo grau de maturidade e eficácia.
Números sólidos na Turquia
Apesar de já não vestir o Manto Sagrado, Rafa Silva continua a apresentar rendimento positivo no Besiktas. Nesta temporada, o jogador realizou 16 partidas oficiais: 10 na Süper Lig, quatro na Liga Conferência e duas na fase de qualificação da Liga Europa.
Nos 1.360 minutos em que esteve em campo, o avançado somou cinco golos e três assistências, números que confirmam a sua influência no ataque da formação turca. Avaliado em cerca de cinco milhões de euros, Rafa mantém um perfil competitivo e demonstra estar longe de um declínio físico ou técnico.
A consistência exibida na Turquia reforça a ideia, dentro da estrutura encarnada, de que o regresso do jogador não seria apenas emocional, mas sobretudo estratégico.
Um regresso que pode mudar a época
A possibilidade de voltar a contar com Rafa Silva está a ser encarada como uma verdadeira oportunidade de mercado. Para o Benfica, não se trata apenas de recuperar um antigo ídolo da Luz, mas de garantir um reforço com conhecimento do clube, adaptação imediata e capacidade para fazer a diferença em jogos decisivos.
Rui Costa está consciente de que uma eventual cedência financeira poderá gerar debate entre os adeptos, sobretudo num mercado em que o clube procura equilibrar contas. No entanto, a Direção acredita que o impacto desportivo de Rafa Silva poderá compensar o investimento, sobretudo numa fase em que a equipa procura maior criatividade e eficácia ofensiva.
Além disso, o regresso do avançado português teria também um forte impacto emocional no universo benfiquista, reforçando a ligação entre adeptos e equipa numa fase crucial da temporada.
Decisão aproxima-se
Com o mercado a aproximar-se da reta final, as próximas semanas serão determinantes. O Benfica continua em conversações com o Besiktas e analisa os diferentes cenários para viabilizar o negócio. A resolução do caso Jurásek, bem como a abertura do clube da Luz para assumir um custo financeiro, podem ser os fatores decisivos para fechar o acordo.
Se a operação se concretizar, Rafa Silva poderá protagonizar um dos regressos mais marcantes do futebol português recente. Um movimento que promete agitar o mercado, reacender a esperança dos adeptos encarnados e oferecer a José Mourinho uma arma de peso para atacar os objetivos da época.






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