A primeira derrota do Benfica em território nacional nesta temporada não deixou apenas marcas no resultado e na eliminação da Taça da Liga frente ao Sp. Braga. O desaire trouxe também más notícias para o clássico decisivo frente ao FC Porto, agendado para o próximo dia 14, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal. Em conferência após o encontro, José Mourinho confirmou um cenário clínico preocupante, com várias baixas importantes que condicionam seriamente as opções do treinador para a deslocação ao Estádio do Dragão.
Já era certo que Nicolás Otamendi não poderia dar o seu contributo no clássico, após a expulsão frente ao Braga. No entanto, o técnico das águias revelou que o problema não se fica por aí. António Silva, pilar da defesa encarnada, também está fora das opções, assim como Enzo Barrenechea e Manu, que se encontram em processo de recuperação. Um conjunto de ausências que deixa o Benfica em situação de clara fragilidade num dos jogos mais exigentes da época.
“Jogar sem o Otamendi e o António Silva é difícil. Sem Enzo e um Manu a recuperar, é difícil. Agora, que é difícil jogar no Porto. Jogar sem o Otamendi e o António Silva, é difícil. Sem Enzo e um Manu a recuperar, é difícil”, afirmou José Mourinho, visivelmente preocupado com o cenário que se desenha para o clássico.
As palavras do treinador deixam claro que a missão no Dragão será tudo menos simples. Otamendi e António Silva formam a dupla de centrais mais utilizada ao longo da temporada, sendo responsáveis por grande parte da solidez defensiva da equipa. A ausência simultânea de ambos obriga Mourinho a recorrer a alternativas menos rotinadas, numa fase da competição em que qualquer erro pode ser fatal.
Para além das limitações defensivas, o Benfica enfrenta também problemas no meio-campo. Enzo Barrenechea, uma das peças mais importantes no equilíbrio da equipa, continua entregue ao departamento médico, tal como Manu, que ainda não está em condições de regressar à competição. Com estas baixas, o treinador vê-se forçado a repensar toda a estrutura da equipa para um jogo de altíssimo risco.
Mourinho não escondeu a insatisfação com a exibição da equipa frente ao Braga, sobretudo na primeira parte, que classificou como a pior da temporada em provas nacionais. Para o técnico, a derrota não foi apenas um acidente de percurso, mas o reflexo de um conjunto de dificuldades acumuladas.
“Esta foi a primeira derrota que tivemos em Portugal esta época. A primeira parte também foi a pior performance que tivemos esta época. O banco que tínhamos hoje é uma equipa de miúdos sem minutos pela equipa principal”, acrescentou o treinador, sublinhando a falta de opções experientes no momento decisivo.
As declarações revelam um plantel afetado por um número elevado de lesões, situação que tem vindo a condicionar as escolhas técnicas nas últimas semanas. Ao dia de hoje, o Benfica conta com mais de uma dezena de jogadores no boletim clínico, alguns deles habituais titulares. Entre os nomes referidos nos bastidores estão Dodi Lukebakio e Enzo Barrenechea, além de outros atletas que ainda não recuperaram plenamente.
Este contexto torna ainda mais exigente a preparação do jogo frente ao FC Porto, um adversário que atravessa um momento competitivo sólido e que costuma elevar o nível nos clássicos disputados no Dragão. Com um sistema defensivo remendado e um meio-campo em gestão, José Mourinho terá de apostar numa estratégia pragmática, privilegiando a organização e a concentração máxima.
Apesar das dificuldades, o treinador fez questão de transmitir uma mensagem de resiliência e compromisso, deixando claro que não admite qualquer sinal de desistência dentro do balneário.
“Temos tido dificuldades, mas a minha natureza enquanto treinador é nunca desistir e não permitir que aqueles que estão comigo desistam”, concluiu, reforçando a importância da atitude e do espírito competitivo no jogo que se avizinha.
O encontro frente ao FC Porto assume contornos decisivos para a época do Benfica. A Taça de Portugal surge como um dos grandes objetivos dos encarnados e a eliminação nos quartos de final representaria mais um duro golpe numa temporada que começou com ambições elevadas. A deslocação ao Dragão, já por si uma das mais complicadas do calendário, torna-se ainda mais desafiante perante um cenário de ausências em série.
Com o plantel desfalcado, aumenta a probabilidade de Mourinho recorrer a jogadores jovens ou menos utilizados, numa aposta que poderá ser decisiva tanto pela positiva como pela negativa. A gestão emocional dos atletas será igualmente fundamental, sobretudo após a frustração provocada pela eliminação na Taça da Liga.
O Benfica volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, 14 de janeiro, às 20h45, no reduto portista. Em jogo está um lugar nas meias-finais da prova rainha, um objetivo que os encarnados assumem como prioritário. Apesar das adversidades, a equipa da Luz só tem um propósito: superar as limitações, contrariar os prognósticos e garantir a presença na fase seguinte da competição.
Com três baixas de peso confirmadas e um plantel condicionado pelas lesões, o clássico promete ser um verdadeiro teste à profundidade do grupo e à capacidade de liderança de José Mourinho. Para os adeptos, fica a expectativa de saber se o Benfica conseguirá resistir à tempestade e sair do Dragão com um resultado que mantenha vivo o sonho da Taça de Portugal.






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