Mourinho explode após derrota do Benfica, arrasa a equipa e deixa recado duro a João Pinheiro: “deve ser bom para o currículo…” ~ Grandes de Portugal

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Mourinho explode após derrota do Benfica, arrasa a equipa e deixa recado duro a João Pinheiro: “deve ser bom para o currículo…”


José Mourinho protagonizou uma das conferências de imprensa mais intensas da temporada após a eliminação do Benfica frente ao Sporting de Braga na meia-final da Taça da Liga. O treinador encarnado não poupou críticas, apontou falhas graves na exibição da equipa e deixou também duras observações dirigidas ao árbitro João Pinheiro, num discurso marcado por frustração, exigência e palavras que rapidamente incendiaram o debate no futebol português.

Logo no início da sua análise, Mourinho assumiu responsabilidades e surpreendeu ao não atribuir o desaire ao mérito do adversário, mas sim ao fraco desempenho do próprio Benfica. «Peço desculpa ao Sp. Braga e ao Carlos (Vicens). Não consigo dizer que mereceram ganhar. Tenho que dizer que o Benfica mereceu perder. Fomos nós que merecemos perder. Fizemos uma primeira parte horrível com exceção dos primeiros cinco minutos», afirmou, num tom duro e sem concessões.

Uma primeira parte “inaceitável”

O técnico setubalense não escondeu a irritação com aquilo que considerou uma exibição abaixo de qualquer padrão competitivo. Para Mourinho, o problema não foi apenas tático, mas sobretudo mental e técnico. «Primeira parte horrível a todos os níveis, mental, técnico. Inaceitável numa meia-final de uma competição e em qualquer circunstância, até num jogo de pré-época com o Seixal ou o Amora», disparou.

A falta de intensidade, a má qualidade na posse de bola e a incapacidade de controlar os momentos do jogo foram apontadas como fatores determinantes para o desfecho negativo. Mourinho sublinhou ainda que os erros sucessivos acabaram por dar confiança ao adversário e expor fragilidades que, num jogo a eliminar, se pagam caro.

O momento do penálti e a crítica à arbitragem

Um dos momentos mais polémicos da noite foi a grande penalidade assinalada a favor do Benfica, que Mourinho considerou incorreta. O treinador revelou que, em vez de funcionar como um estímulo positivo para a equipa, a decisão teve o efeito contrário. «A partir do momento em que o João Pinheiro assinalou grande penalidade que se viu fora da área, não houve clique positivo, mas um clique inexplicável de negatividade. Qualidade horrível de posse de bola com perdas de bola a dar contra-ataques», analisou.

A crítica ganhou ainda maior dimensão quando Mourinho abordou a postura do árbitro em relação a Otamendi. «Não tenho a certeza se o João Pinheiro será assim com todos os capitães de equipa que apita. Parecia ter vontade do Otamendi ser expulso, se calhar é bom para o currículo dele expulsar um campeão do mundo», atirou, numa frase que rapidamente se tornou viral e reacendeu a discussão sobre arbitragem e critérios disciplinares.

Segunda parte com atitude, mas erros fatais

Apesar do tom crítico, Mourinho reconheceu que o Benfica apresentou uma face completamente diferente após o intervalo. «Segunda parte o oposto, inexplicável. Equipa corajosa, agressiva, a ganhar duelos e a meter o Braga encostado às cordas», explicou, elogiando a reação da equipa.

No entanto, voltou a apontar falhas decisivas, sobretudo no plano defensivo. «O terceiro golo é inexplicável. Temos de virar, mas não podemos cometer erros defensivos», afirmou, reforçando a ideia de que, apesar da melhoria na atitude, a falta de rigor acabou por ditar a eliminação.

A concluir esta análise, Mourinho deixou uma frase que resume o seu pensamento: «Cereja no topo do bolo, quem merece perder voltou a mostrá-lo». Para o treinador, a soma de erros, a má abordagem inicial e a incapacidade de manter concentração nos momentos-chave justificam plenamente o resultado final.

Críticas internas e “performances inaceitáveis”

Questionado sobre o rendimento individual dos jogadores, o técnico foi claro, ainda que contido em nomes próprios. «Há coisas que se podem dizer internamente e não se devem dizer exteriormente. (…) Houve performances individuais inaceitáveis e rendimentos muito baixos que se traduzem numa primeira parte muito muito fraca», revelou.

Estas palavras indicam que, nos bastidores, haverá consequências e ajustes, numa fase da época em que cada jogo assume importância decisiva. A mensagem de Mourinho foi inequívoca: ninguém está acima da exigência e todos terão de elevar o nível competitivo.

Olhos postos no FC Porto e aviso ao plantel

Apesar da frustração, Mourinho rapidamente desviou o foco para o próximo desafio: o clássico frente ao FC Porto. O treinador deixou elogios ao adversário e reconheceu a dificuldade do que se segue. «Vamos jogar contra a equipa mais forte em Portugal neste momento», afirmou, sublinhando a exigência máxima do encontro.

Ao mesmo tempo, deixou uma mensagem ao próprio grupo: «Esperemos que o orgulho ferido e o sentimento de culpa permitam tirar o melhor de si próprios». Para Mourinho, a eliminação só fará sentido se servir de ponto de viragem para uma reação imediata.

Um discurso que marca posição

As declarações do treinador encarnado refletem não apenas frustração pelo resultado, mas também uma tentativa clara de sacudir o balneário e recentrar a equipa naquilo que considera inegociável: atitude, concentração e rigor competitivo. Ao apontar erros internos e ao mesmo tempo questionar decisões da arbitragem, Mourinho assumiu uma posição de liderança forte, colocando a fasquia no máximo.

Num Benfica sob intensa pressão mediática e com objetivos ainda por cumprir, o discurso do técnico pode marcar um momento decisivo da temporada. Para os adeptos, ficam duas mensagens: a de que o treinador não aceita derrotas sem responsabilização e a de que a resposta terá de surgir já no próximo grande teste.

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