O cenário começa a ganhar contornos preocupantes para Enzo Barrenechea no Benfica. O médio argentino, que iniciou a temporada como uma das peças-chave no esquema de José Mourinho, está cada vez mais afastado das primeiras opções… e os sinais não passam despercebidos aos adeptos.
De titular indiscutível a suplente utilizado nos minutos finais — ou até mesmo não utilizado —, a trajetória recente do camisola encarnado levanta questões sobre o seu futuro imediato na equipa.
Mas afinal, o que está a acontecer com Barrenechea?
De aposta forte a plano secundário
No arranque da época, Enzo formava dupla no meio-campo com Richard Ríos e parecia ter conquistado a confiança total do treinador. A sua capacidade de recuperação, intensidade e qualidade no passe eram vistas como essenciais para dar equilíbrio à equipa.
Contudo, uma lesão no ombro direito acabou por travar o seu crescimento no momento crucial da temporada. A paragem abriu espaço para novas soluções… e essas soluções agarraram a oportunidade.
Primeiro foi Manu Silva a ganhar protagonismo. Depois, a consolidação da dupla Aursnes–Leandro Barreiro acabou por redefinir completamente a hierarquia do meio-campo encarnado.
E, desde então, Barrenechea nunca mais recuperou totalmente o estatuto que tinha.
Sinais claros de Mourinho
Nos últimos jogos, o argentino tem alternado entre ficar no banco sem sair para aquecimento ou entrar apenas nos minutos finais. Frente ao Alverca e ao Real Madrid, por exemplo, foi utilizado já numa fase tardia do encontro.
Ainda teve uma oportunidade pontual como titular, mas foi substituído ao intervalo — um sinal que, no futebol de alto nível, raramente passa despercebido.
A leitura é simples: neste momento, José Mourinho não vê Barrenechea como primeira escolha para o meio-campo.
E quando se trata de Mourinho, as decisões são sempre estratégicas.
Concorrência feroz no meio-campo
A verdade é que o Benfica vive uma fase de enorme competitividade interna. Aursnes continua a ser um dos jogadores mais regulares do plantel, Leandro Barreiro trouxe dinâmica e intensidade, e Manu Silva tem correspondido sempre que chamado.
Num contexto onde cada ponto pode ser decisivo na luta pelo campeonato e onde a Liga dos Campeões exige máxima consistência, o treinador opta por estabilidade.
Barrenechea ficou, assim, preso numa fase de transição — entre recuperar a melhor forma física e reconquistar confiança competitiva.
Números que não contam toda a história
Apesar da perda de protagonismo, os números da temporada mostram que Enzo não desapareceu do mapa: 33 jogos realizados, um golo e uma assistência.
São registos sólidos, especialmente para um médio de perfil mais defensivo.
Além disso, o Benfica acionou recentemente a opção de compra de 12 milhões de euros, garantindo contrato até 2029. Um investimento significativo que demonstra confiança estrutural no jogador.
Mas no futebol, contrato longo não significa titularidade garantida.
O que pode acontecer agora?
Com jogos decisivos pela frente, incluindo compromissos europeus e a reta final do campeonato, a rotação pode voltar a abrir portas.
Lesões, castigos ou necessidade de gestão física podem recolocar Barrenechea no centro da ação. E é aí que o argentino terá de mostrar que continua preparado para assumir responsabilidades.
Internamente, acredita-se que Mourinho valoriza a sua disciplina tática e capacidade de leitura de jogo. Contudo, a intensidade e a competitividade atuais exigem rendimento imediato.
Pressão ou oportunidade?
Para muitos adeptos, este momento pode ser encarado como um teste de maturidade. Aos 23 anos, Barrenechea ainda tem margem de crescimento e tempo para recuperar espaço.
A questão é saber se conseguirá transformar esta fase menos positiva numa oportunidade de afirmação.
Uma coisa é certa: no Benfica de Mourinho ninguém tem lugar garantido.
E se quer voltar a ser protagonista, Enzo Barrenechea terá de provar — dentro de campo — que merece recuperar o estatuto perdido.
A Luz observa… e espera resposta. 🔴⚽






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