Benfica fechou a carteira em janeiro? Eis quanto gastou o clube num mercado de inverno que está a dar que falar ~ Grandes de Portugal

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Benfica fechou a carteira em janeiro? Eis quanto gastou o clube num mercado de inverno que está a dar que falar


O Benfica surpreendeu adeptos e analistas ao adotar uma postura claramente mais contida no mercado de transferências de inverno de 2025/26. Numa janela tradicionalmente marcada por investimentos estratégicos e correções ao plantel, as águias optaram por um caminho bem mais prudente, gastando apenas 11 milhões de euros, num registo que não se via desde 2022. A decisão está a gerar debate entre os benfiquistas, sobretudo numa época exigente, marcada por pressão interna, objetivos ambiciosos e um calendário carregado.

Sob o comando de José Mourinho, o Benfica fechou o mercado com apenas dois reforços: Sidny Lopes Cabral e Rafa Silva. O primeiro, lateral/extremo contratado ao Estrela da Amadora, custou 6 milhões de euros, aos quais podem acrescer 2,5 milhões em bónus, garantindo 90% do passe. Já Rafa Silva regressou ao futebol português através de um acordo com o Besiktas, por 5 milhões de euros, num negócio visto como oportunidade de mercado. Ambos os jogadores foram escolhidos pela sua polivalência, algo valorizado por Mourinho, que pretende soluções capazes de responder a diferentes contextos táticos.

Apesar do investimento reduzido, a verdade é que o Benfica esteve longe de ficar parado. A SAD encarnada explorou várias possibilidades, sobretudo em três posições consideradas prioritárias: ponta de lança, extremo e médio-centro. No ataque, o grande alvo foi Lorenzo Lucca, avançado italiano do Nápoles. As águias tentaram um empréstimo com opção de compra, mas o jogador acabou por preferir o Nottingham Forest, onde lhe foi prometido maior protagonismo imediato, algo que o Benfica não conseguiu garantir.

Para as alas, o nome mais falado foi o de André Luiz, do Rio Ave. O Benfica apresentou uma proposta de 12 milhões de euros, mais 3 milhões em objetivos, mas os vila-condenses mantiveram-se firmes e exigiram valores próximos da cláusula de rescisão. O desfecho acabou por ser surpreendente: André Luiz rumou ao Olympiakos por apenas 6,75 milhões, levantando críticas entre os adeptos encarnados. Outro nome equacionado foi Wesley, do Al Nassr, mas os elevados custos salariais inviabilizaram qualquer avanço.

No meio-campo, o alvo identificado foi Stije Resink, do Groningen. O Benfica mostrou-se disposto a investir 7 milhões de euros, mais 3 milhões em bónus, mas o clube neerlandês recusou negociar em janeiro, preferindo adiar qualquer decisão para o verão. Com as portas do mercado a fechar-se, a estrutura encarnada optou por olhar para dentro e confiar em soluções internas.

E foi precisamente aí que Mourinho encontrou algum conforto. Enzo Barrenechea regressou após recuperar de uma lesão no ombro direito e voltou a estar disponível para a rotação do meio-campo. Richard Ríos também está na reta final da recuperação e poderá ser opção ainda este mês, inclusive para jogos decisivos como o playoff da Liga dos Campeões frente ao Real Madrid. No ataque, a recuperação de Dodi Lukebakio, aliada à chegada de Sidny e Rafa, levou o Benfica a abandonar a ideia de contratar mais extremos.

No capítulo das saídas, o mercado foi igualmente tranquilo. O único movimento autorizado foi a cedência de Rafael Obrador, emprestado ao Torino, depois de não ter convencido Mourinho na primeira metade da temporada. Houve, no entanto, tentativas de assédio a outras peças do plantel. Andreas Schjelderup esteve muito perto de sair em definitivo para o Club Brugge, que apresentou uma proposta na ordem dos 8 milhões de euros, mais bónus, mas o Benfica manteve-se firme nos 15 milhões pretendidos. A decisão acabou por ser reforçada após os dois golos do norueguês frente ao Real Madrid, que elevaram o seu estatuto dentro do grupo.

Também Gianluca Prestianni beneficiou desta estratégia de contenção. O jovem argentino somou mais minutos, ganhou titularidades recentes e convenceu a equipa técnica a manter a atual estrutura ofensiva, evitando mudanças drásticas a meio da época.

Comparando com os últimos três anos, em que o Benfica investiu de forma mais agressiva nos mercados de janeiro, esta postura marca uma clara mudança de rumo. Num contexto em que a luta pelo título se apresenta complicada e a qualificação para a próxima Liga dos Campeões é vista como um desafio exigente, a direção optou por “fechar a carteira”, evitar riscos elevados e apostar numa gestão financeira mais responsável.

A estratégia passa agora por maximizar o rendimento do plantel existente, confiar nas recuperações e na evolução dos jovens, e deixar os grandes investimentos para o verão. Uma aposta que pode revelar-se decisiva… ou polémica, caso os resultados não acompanhem. 🔴⚪

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