O Benfica protagonizou um dos movimentos mais surpreendentes do mercado de transferências de inverno ao recusar propostas que, no total, rondavam os 100 milhões de euros. Numa altura em que muitos clubes optam por vender os seus principais ativos para equilibrar contas, Rui Costa tomou o caminho oposto, privilegiando a estabilidade desportiva e a continuidade do projeto liderado por José Mourinho, mesmo perante ofertas consideradas tentadoras por vários jogadores-chave do plantel encarnado.
Segundo informações apuradas junto de fontes próximas do processo, o presidente do Benfica manteve uma postura inflexível durante todo o mês de janeiro, resistindo a forte assédio internacional por nomes como Vangelis Pavlidis, Andreas Schjelderup, Gianluca Prestianni e António Silva. A decisão foi clara: não desmantelar o núcleo duro da equipa a meio da temporada, mesmo sabendo que o encaixe financeiro poderia ter sido histórico.
Pavlidis foi o mais cobiçado… e o mais protegido
Entre todos os ativos do plantel, Vangelis Pavlidis foi, de longe, o jogador mais desejado no mercado. O avançado grego atravessa uma época absolutamente impressionante, somando 27 golos e cinco assistências em 38 jogos, números que o colocam entre os avançados mais eficazes do futebol europeu esta temporada.
O Al Hilal, gigante da Arábia Saudita, foi um dos clubes que mais insistiu na contratação do goleador encarnado, estando disposto a apresentar uma proposta de grande dimensão financeira. Ainda assim, apesar da capacidade quase ilimitada do emblema saudita, o Benfica nem sequer abriu negociações, deixando claro que Pavlidis é inegociável nesta fase da época.
José Mourinho considera o avançado uma peça central no seu modelo de jogo e acredita que a sua saída comprometeria seriamente os objetivos desportivos, tanto a nível interno como nas competições europeias.
Schjelderup e Prestianni estiveram perto de sair
Além de Pavlidis, Andreas Schjelderup e Gianluca Prestianni também estiveram muito próximos de abandonar a Luz durante o mercado de inverno. Ambos despertaram interesse concreto de clubes europeus, com propostas que, somadas, atingiam valores bastante elevados.
No entanto, as exibições recentes dos dois jovens — especialmente frente ao Real Madrid — acabaram por ser determinantes para a decisão final. Mourinho ficou agradado com a evolução dos atletas e transmitiu à SAD a importância de manter ambos no plantel, não apenas como opções imediatas, mas também como apostas estratégicas para o futuro.
A resposta da direção foi clara: rejeição total das abordagens recebidas, mesmo sabendo que o mercado de verão poderá voltar a trazer propostas ainda mais agressivas.
António Silva também na lista… mas sem saída
Outro nome que gerou grande interesse foi António Silva, sobretudo pelo facto de entrar no último ano de contrato. A situação contratual do central fez soar alarmes no mercado, com vários clubes atentos a uma possível oportunidade de negócio.
Ainda assim, Rui Costa manteve a mesma linha de pensamento. Apesar do risco de ver o jogador aproximar-se do fim do vínculo, o Benfica preferiu segurar o defesa, apostando numa solução futura que poderá passar por renovação ou venda em condições mais favoráveis.
Além de António Silva, alguns dos jovens campeões do mundo de sub-17 também foram alvo de sondagens e propostas informais, o que confirma o elevado valor do talento produzido no Seixal.
Decisão estratégica num momento delicado
A recusa de propostas na ordem dos 100 milhões de euros não foi tomada de ânimo leve. O Benfica atravessa uma fase desportiva exigente, com a luta pelo título mais complicada e a qualificação para a próxima edição da Liga dos Campeões longe de ser garantida.
Ainda assim, a estrutura encarnada acredita que enfraquecer o plantel em janeiro teria um impacto negativo imediato, colocando em risco os objetivos mínimos da temporada. A aposta passou por manter uma equipa competitiva, confiante e estável, mesmo que isso significasse abdicar de um encaixe financeiro muito significativo a curto prazo.
Rui Costa manda mensagem forte ao mercado
Com esta postura, Rui Costa enviou uma mensagem clara, não só para o mercado, mas também para adeptos, jogadores e treinador: o projeto desportivo está acima de tudo. Num futebol cada vez mais dominado por decisões financeiras, o Benfica optou por remar contra a maré e proteger o balneário.
Internamente, a decisão foi bem recebida por José Mourinho, que ganhou tranquilidade para trabalhar com um grupo unido e sem perdas de peso no momento mais decisivo da época.
Verão promete… e muito
Apesar da resistência em janeiro, o Benfica sabe que o mercado de verão será bem diferente. Com vários jogadores valorizados e clubes atentos, as propostas deverão regressar — possivelmente com valores ainda mais elevados.
Para já, a estratégia está definida: fechar a porta no inverno, atacar objetivos desportivos e preparar decisões com mais margem no verão.
👉 Uma coisa é certa: o Benfica recusou quase 100 milhões… e mostrou que nem tudo tem preço.






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