O Sporting garantiu o apuramento na Taça de Portugal de forma emocionante e dramática, ao vencer o AVS SAD por 3-2 após prolongamento, num jogo intenso, cheio de reviravoltas e momentos de grande tensão em Alvalade. Os leões estiveram perto de deixar escapar uma vantagem confortável, mas mostraram carácter, alma e ambição para seguir em frente na prova rainha.
Num encontro em que nada foi fácil, a equipa orientada por Rui Borges acabou por sorrir no fim, numa noite em que o resultado foi mais importante do que a exibição e em que os adeptos desempenharam um papel fundamental até ao último minuto.
Entrada forte e domínio leonino
O Sporting entrou determinado e assumiu desde cedo o controlo do jogo, pressionando alto e empurrando o AVS para zonas recuadas do terreno. A superioridade leonina foi clara durante grande parte da primeira parte, com várias aproximações perigosas à baliza adversária.
A insistência acabou por dar frutos e os leões chegaram ao golo com naturalidade, desbloqueando um jogo que se previa complicado. Com vantagem no marcador, o Sporting ganhou ainda mais confiança e continuou a criar oportunidades, controlando o ritmo e o espaço.
Antes do intervalo, surgiu o 2-0, resultado que parecia encaminhar definitivamente a eliminatória e tranquilizar os adeptos nas bancadas. O AVS mostrava dificuldades em sair a jogar e apostava sobretudo no contra-ataque, sem grande sucesso.
Quebra inesperada e reação do AVS
O segundo tempo trouxe um Sporting diferente. Com a vantagem no marcador, a equipa baixou ligeiramente a intensidade e permitiu que o AVS acreditasse. A formação visitante aproveitou esse momento para crescer no jogo, explorando erros defensivos e algum relaxamento leonino.
O primeiro golo do AVS surgiu num lance que apanhou o Sporting desprevenido, relançando completamente a partida. Pouco depois, e contra a corrente do jogo inicial, chegou o empate a 2-2, gelando Alvalade e aumentando a pressão sobre os jogadores verdes e brancos.
A partir daí, o jogo tornou-se mais nervoso, com muitas interrupções, passes falhados e decisões precipitadas. O Sporting tentou reagir, mas a ansiedade foi inimiga da clarividência no último terço, levando o encontro para prolongamento.
Prolongamento de sofrimento… e glória
No prolongamento, o desgaste físico era evidente de ambos os lados, mas o Sporting assumiu novamente o papel de equipa grande. Rui Borges mexeu na equipa, procurou frescura e pediu mais agressividade ofensiva.
Apesar do nervosismo, os leões foram somando aproximações perigosas até que, num momento decisivo, surgiu o golo da vitória. Um lance celebrado com enorme explosão nas bancadas e no banco leonino, símbolo do alívio e da importância do apuramento.
Até ao apito final, o Sporting soube gerir a vantagem, fechando espaços e mostrando maturidade para segurar um resultado que vale muito mais do que apenas uma vitória.
Rui Borges: “Nem sempre se ganha bonito”
No final do encontro, Rui Borges reconheceu que a exibição ficou abaixo do desejado, mas valorizou a capacidade de reação da equipa:
“Não fizemos um grande jogo, mas competimos até ao fim. Estes jogos também fazem parte do crescimento da equipa.”
O treinador destacou ainda a importância de aprender com os erros e seguir focado nos próximos desafios, afastando qualquer ideia de facilitismo.
Adeptos empurraram a equipa até ao fim
Um dos grandes destaques da noite foi o apoio incansável dos adeptos do Sporting, que nunca deixaram de acreditar, mesmo quando o empate surgiu. O ambiente em Alvalade foi decisivo para manter a equipa ligada ao jogo e confiante na reviravolta.
Sporting segue em frente com aviso sério
A vitória por 3-2 frente ao AVS deixa várias lições, mas também reforça a mentalidade vencedora do Sporting. Mesmo nos dias menos inspirados, a equipa mostrou que sabe sofrer e responder nos momentos decisivos.
Com este triunfo, os leões seguem em frente na Taça de Portugal e ganham confiança extra para os próximos compromissos, num momento crucial da temporada, onde cada jogo pode marcar o rumo do ano desportivo.






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